sábado, 10 de outubro de 2009

Continuação da postagem anterior

Marx não foi o único a enxergar contradições no capitalismo. Outros economistas, não marxistas, também brigaram fortemente contra o modelo neoclássico, aquele que acredita que a economia se auto-regula.

Nesse caso, vale a pena citar Keynes, que ao contrário de Marx, propôs algumas soluções para o capitalismo sem a necessidade de destruí-lo, apenas reformá-lo. O mais engraçado é que Keynes deixou esplicíto algumas ilogicidades do capitalismo e no entanto, no momento em que se Marx estivesse vivo, ele diria: a hora da revolução é agora, a revolução não ocorreu.

Keynes inicialmente tentou até propor as melhores soluções, hospitais e colégios públicos, um grande gasto em infra-estrutura, certas medidas dessas e parecidas com essas foram realmente realizadas. No entanto, outras só fazem sentido numa lógica que tenta salvar o capitalismo, fora dessa lógica, não faz sentido algum. Ou será que faz sentido mandar pessoas cavar buracos, enterrar objetos e depois pagar outras para desenterrar os mesmos objetos? Faz sentido porque gera renda e cria mercado consumidor, aproxima a curva de demanda da de oferta e resolve o problema da superprodução.

Mas para quê pagar as pessoas para fazerem trabalhos tão estúpidos se já se produziu mercadoria suficiente para todos?

E é aí que eu volto para a mesma questão da postagem anterior. As soluções propostas até aqui não pensaram na verdadeira raíz do problema. Não seria mais sensato que num mundo que se produz muito, todos terem renda suficiente para não passar fome e atender não somente necessidades vitais como de prazer e lazer? Porque para o que se produz hoje, isso deveria acontecer.

As vezes eu costumo pensar sobre alguns equipamentos velhos de som que são vendidos no Mercado Livre. Não quaisquer equipamentos de som, mas aqueles de alta-fidelidade que no passado foram comprado por ricassos. Quando os vários ricos de vários séculos morrerem, o que sobrará? talvez vários equipamentos eletrônicos, algumas peças de seus carros antigos ainda terão alguma utilidade, enfim, o que se já produziu nesse mundo não deveria ter atendido uma demanda mundial?

Está certo que vários bens se tornaram acessíveis. E acredito que com o passar do tempo isso só tende a crescer. Então, logicamente não precisamos ir na contramão, não sou contra essa idéia de produção, apenas sou contra a forma como é organizado os modos de trabalho e distribuição.

Volto a falar sobre isso e vale a pena enfatizar, passamos tanto tempo tentando resolver os problemas do capitalismo que deixamos de olhar para novas soluções em um novo modo de produção.

Quanto a esta mensagem, ainda cabe fazer uma observação. Do porquê Keynes acertou. Ele acertou tão somente porque desconsiderou uma imagem, naquele momento, de homo economicus e passou a olhar em um dado interessante da sociedade, um dado histórico.

A economia tende a acertar mais quando olha para tais dados. O homo economicus existe, é claro, mas em diferentes formas em diferentes sociedades. Os sociólogos e antropólogos fazem essa crítica, cabe aos economistas olharem para ela e passarem a trabalhar com ela. Cálculos feitos em cima de imagem atemporal que não existe hoje e talvez em lugar nenhum, não nos ajudarão a resolver os problemas econômicos.

sábado, 26 de setembro de 2009

A verdadeira pergunta é...

É muito comum ouvir que algum bem de produção tecnológico retira empregos humanos, sendo assim a causa de desigualdades sociais, pobreza entre outros problemas. Essa é uma pergunta deslocada, assim como tantas outras que se fazem, como, por exemplo, perguntar se o ser humano é por essência social. É uma pergunta inadequada, assim como sua provável resposta, sim ou não, ela não diz nada sobre o que é o ser humano, mas sobre o que ele deve ser e o que o ser humano deve ser é totalmente relativo, subjetivo.

Daí, na mesma maneira, se pergunta se as máquinas são a causa do desemprego. Pior que isso, dizem que devemos correr para trás e não pensar mais em desenvolvimento tecnológico. Não a toa, um argumento que surge constantemente contra o socialismo, é que este é incapaz de produzir desenvolvimento tecnológico. Assim, se uma pessoa escuta música em um aparelho Hi-Fi necessariamente ela está dizendo para si e para os outros que o capitalismo é o melhor sistema social de todos.

Mas o problema não é esse. Não são as máquinas em si que trazem desemprego. Elas apenas ajudam a produzir bens com maior velocidade e menor custo que qualquer ser humano poderia sozinho fazer. E que mal há nisso.

O problema está não na coisa em si, mas naquilo que nos humanos entendemos pela coisa, o que faz com que a coisa seja pensada como tal e a partir dela o que se é possível fazer com ela. Primeiro porque não existe a coisa em si saltando para os olhos das pessoas e tendo o mesmo significado para todos. E segundo, o que é mais importante aqui, é que os usos são diversos. Então a verdadeira pergunta é: quais os usos da máquina no sistema social atual, ou seja, o capitalista?

É bastante provável que o próprio Marx não era exatamente um ludista e não pregava o extermínio das máquinas. Pois segundo o próprio, o problema está nas relações de produção geradas por um modo de produção. A existência de duas classes distintas que se classificavam pela sua relação com tais modos, os possuidores e aqueles que nada possuem e eram obrigados a vender suas próprias forças de trabalho para o auto sustento.

E é aí que está o problema. Nós não fazemos com que as máquinas trabalhem para nós. Nós não, mas um seleto grupo o faz. E a razão disso tudo também já estava documentada por Marx, a propriedade privada.

Daí porque pensar num novo modo de produção que fosse capaz de redistribuir a renda não era assim bem uma má idéia. Mas pensar nesse novo modelo, não é eliminar todas as máquinas, mas fazer para que elas trabalhem por todos. Afinal, existe uma grande contradição nessa capacidade enorme de produção de bens no mundo todo e o fato de que nem todos podem usufruí-los.

Nos últimos tempos temos pensado em soluções demais dentro do próprio capitalismo, já que se diz que, os outros sistemas sociais são simplesmente utópicos. Isso até tem o seu fundo de verdade. Mas acredito que devemos fazer aquilo que o Marx fazia, continuar nos atentando para os problemas das contradições do capitalismo a fim de superá-lo. É claro que para isso, é preciso entender que o capitalismo que Marx criticava era um, que a sociedade moderna mudou (alguns vão dizer que já fomos além disso, outros que nem chegamos lá) e que a própria teoria de Marx é falha em alguns pontos. Porém, tais contradições não deixam de existir. Afinal, se produz comida em excedente para 2 bilhões de pessoas a mais que o existente no mundo e contraditoriamente é esse número de pessoas que se vê passando fome, há algo de errado aí.

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Meritocracia e Propriedade Privada

Antes de começar a escrever este texto, eu gostaria de dizer o que me levou a decisão de escrevê-lo. Primeiro vai contra a idéia do blog, que é de fazer análises de filmes. Tenho assistido pouquíssimos filmes como sempre e nenhum me despertou motivação alguma para escrever aqui. A motivação agora veio de um sonho, muito estranho, mas até em sonho em costumo pensar nessas coisas.

Vou começar a partir da criação de três personagens, tal como eu pensei em meu sonho. Dois deles estão ligados por uma relação que tem entre si, um deles rouba e o outro é o roubado. O terceiro deles possui uma relação de outro tipo, também rouba, mas por motivos diferentes.

Então começamos com o ladrão e sua vítima. A vítima é orientada por um valor de que não se deve vingar de modo algum, o "dar a outra face". O ladrão é um sádico, rouba insistentemente dessa vítima com a missão de conseguir facilmente o que quer e ainda ter o prêmio de ver a sua vítima infeliz por não poder fazer nada a respeito.

O terceiro, outro ladrão, rouba porque acredita que não existe ligação entre uma pessoa e um bem, ou seja, acredita que a propriedade privada é algo inventado. Motivação diferente do outro ladrão sádico, chamarei esse aqui de ladrão rebelde.

Devem ter percebido até o momento que a vítima age de acordo com a ética da convicção em termos bem weberianos mesmo. Do contrário, o ladrão rebelde age por uma ética da responsabilidade, ele rouba porque acredita que assim vai conseguir restabelecer uma ordem que ele acredita ser a ideal.

Existe um motivo para eu ter citado esses três exemplos, especialmente o último. Porque a atual sociedade, pelo menos a ocidental tem acreditado que a propriedade privada é legítima? Existe um valor meritocrático que diz que as pessoas tem coisas porque elas simplesmente fizeram por merecer.

Daí o ladrão rebelde não acredita nisso, para ele a relação de posse é apenas um fato dado. Pior que isso, ele pode acreditar que a posse veio a partir da exploração. Marx diria que a riqueza teria vindo da mais-valia. Só que o empresário capitalista tem posse dos meios de produção, ou seja, das máquinas. Logo, a riqueza de uma produção não é oriunda apenas da parte humana, mas também da material. Assim a riqueza é legítima, pois a posse dos meios de produção também é legítima por meios meritocráticos ou hereditários que também são legítimos.

Outra coisa a respeito do ladrão rebelde. Ele pode muito bem roubar insistemente desde que não sofra coerção alguma sobre esse fato. Já se foi dito por vários filósofos que estudaram o Estado, que esta instituição garante a propriedade. O que não quer dizer que garantir é o mesmo que legitimar. De qualquer maneira, o que vale a pena salientar aqui, é que o Estado só existe de fato quando consegue ter um poder de coerção sobre os indivíduos, sem ele, qualquer ladrão pode roubar a la vonté. Mais importante que tudo isso, é que a liberdade se torna uma espécie de prêmio para aqueles que conseguem burlar as leis e não serem incriminados, o que entraria em outra discussão.

Essa sociedade meritocrática é mais visível em países desenvolvidos que aqui. Na verdade, o valor da meritocracia é praticamente um dos valores máximos da sociedade norte-americana. Provavelmente veio a partir da guerra fria, não vale a pena discutir sua origem aqui, apenas dizer que ela existe.

Em contrapartida, não é tão visível num país como o Brasil. O que dá margem para o surgimento de rebeldes que possuem uma mentalidade parecida do ladrão rebelde. A que se deve essa discrepância de pensamento?

Poderiamos dizer que a possibilidade de ascenção sendo diferente nessas duas sociedades geraria um valor diferente de meritocracia. Na sociedade norte-americana uma ascenção de um degrau para o que está logo acima é bem maior que aqui no Brasil. Do contrário, no Brasil casos de ascenção de um degrau muito baixo para um bem superior é bastante visível.

Então, nos Estados Unidos é muito comum dizer que alguém acendeu por puro esforço próprio, seja por estudo, ou por uma boa administração da carreira, correndo atrás de oportunidades, trabalhando bem e gerando lucros para empresas.

Aqui no Brasil o enriquecimento é encarado de outra forma. Quando não visto como explorativo, é visto como alguém que chegou a determinado posto por indicação, por sorte, características estéticas e por que não por "jeitinho brasileiro"?

Diriam então que valores meritocráticos se devem exclusivamente a uma determinada condição econômica? Ou seja, a existência de uma determinada estratificação social juntamente das possibilidade de ascensão resultantes de uma conjuntura econômica. Mas não é bem assim. Citarei novamente Weber. Para mim, a relação que existe entre meritocracia e capitalismo é análoga a que o grande sociólogo alemão faz em relação a ética protestante e o espírito do capitalismo. Não é uma relação direta, mas é um fator importante a ser analisado para entender porque as pessoas trabalham e se dedicam tanto. Do mesmo modo, nós podemos dizer que sem esse valor meritocrático, a sociedade não teria aceitado a propriedade privada e também o capitalismo, pois todos teriam analisado da mesma forma que Marx!

Contrariando novamente as perpectivas econômicas, eu não diria que o salário é apenas orientado pela demanda e a oferta de empregos disponível. Alguem que recebe um salário baixo por catar papel recebe um salário baixo porque simplesmente recebê-lo. Catadores de papel nem conseguem entender o que é a lei de oferta e demanda, mas entendem muito bem que se tivesse estudado mais poderiam ter conseguido um salário maior.

O salário pode até ser determinado economicamente, mas aceitado não. Existem mais coisas que devem ser analisadas por aí. E disso tudo nós conseguimos entender agora porque aceitamos nosso modo de vida.

sábado, 2 de fevereiro de 2008

Matrix

Teoria Explicativa de Matrix (Por Frank Malcher) Houve a guerra; Humanos bloquearam o Sol (Tempestade negra e geradora de EMP); Sem energia, as máquinas precisavam "baratear" seus gastos com energia e processamento (bem como criar fontes alternativas de energia). Corpos humanos produziam calor & componentes bioquímicos suficientes para que atrelados a uma forma de fusão gerassem energia razoavelmente; Cérebros humanos ATIVOS consumiam pouca energia (se comparados às máquinas) e serviam como estações de processamento; A interrelação desses dois fatores permitiria a sobrevivencia das máquinas com saldo positivo de energia e processamento. As máquinas precisavam de cérebros humanos funcionando para assegurar sua sobrevivêcia; Criaram o conceito de Matrix (realidade simulada), para conseguir isso. O "hardware" da Matrix é a própria mente dos seus prisioneiros; Por isso, os "códigos de máquina" (verdes) da Matrix são relativamente simples de serem entendidos por humanos que puderem vê-los em monitores (os Operadores), porque os caracteres Matrix são um alfabeto SIMBÓLICO (muito mais adaptado à mente humana do que seriam os 0s e 1s do sistema binário do "mundo real"). O Mainframe conhecido como "a Fonte" é apenas o Quartel-General "controlador-mor" do sistema (onde os programas são criados, deletados, e de onde vêm os sinais que controlam e gerenciam as características da simulação Matrix). O programa conhecido como "Deux Ex Machina" é responsável pelo gerenciamento de todas as máquinas; ele "mora" na fonte, mas é uma IA distribuída capaz de "rodar" em qualquer conjunto de máquinas existente que esteja ligado à fonte. Tal como no mundo real, nenhum programa é criado simplesmente "pra se ter trabalho"; Assim, todo programa é criado para cumprir um Propósito. Deus Ex Machina precisava da Matrix; Criou um programa com o Propósito de construí-la e gerenciá-la: o Arquiteto; O Arquiteto é altamente frio, "booleano", matemático e perfeccinista. O Arquiteto criou a Matrix Beta 1, então, baseado em seus conceitos "rígidos": "Farei um mundo perfeito, onde os humanos serão felizes, e aceitarão o programa". Os humanos não aceitaram seu "mundo perfeito" sem dor e sem guerra; O programa colapsou, muita gente morreu; o Arquiteto falhou, e não entendeu porquê. Pensando racionalmente, o Arquiteto concluiu que os humanos preferiam um mundo que refletisse suas imperfeições; Ele criou a Matrix Beta 2, então, baseado em seus conceitos "rígidos": "Farei um mundo grotesco, que reflita as características distorcidas e nocivas dos humanos, e eles aceitarão o programa". Os humanos não aceitaram seu "mundo grotesco" de dor e de guerra; O programa colapsou, muita gente morreu; o Arquiteto falhou, e não entendeu porquê. Ao ver que o Arquiteto era incapaz de resolver o problema sozinho, Deus Ex Machina analisou o problema; O problema era: o Arquiteto não entendia os usuários do programa; esta capacidade está além do Propósito do Arquiteto. Deux Ex Machina tomou a decisão de criar um programa para sanar este problema; Ele criou um programa cujo Propósito era entender estes usuários (humanos) e servir de ajuda ao Arquiteto, auxiliando-o a manter a Matrix em bom funcionamento; Este programa foi chamado de Oráculo. o Oráculo descobriu os motivos da falha do Arquiteto: Para que os humanos servissem de processador e bateria, era preciso que aceitassem o mundo virtual como sendo real, com todas as suas forças. Logo, a falha do Arquiteto estava em criar Mundos que não eram aceitos pela massa humana. o Oráculo investigou os motivos para a não-aceitação; o Oráculo descobriu o motivo: Seres humanos não são nem "booleanos", nem "lógicos" e nem "determinísticos" como as máquinas. É sabido que as IAs mais avançadas (como Deux Ex Machina e a própria Oráculo, diferente do Arquiteto e das Sentinelas) TAMBÉM não eram Booleanas e nem determinísticas... MAS ERAM LÓGICAS. O Oráculo descobriu então que... Os seres humanos não são lógicos. Ou seja: Onde uma máquina, mesmo uma IA capaz de pensamentos não-determinísticos SEMPRE "escolheria" a coisa mais lógica a fazer, um ser humano não necessariamente faria o mais lógico ou correto a ser feito (isto é, efetivamente provando que as máquinas não têm escolhas, a menos que sejam "não-booleanas" e passíveis de Aprendizado - tal como Oráculo ou Merovingian). Sendo assim: Os comportamentos dos seres humanos, diferente dos das máquinas, jamais podem ser previstos com 100% de exatidão booleana (binária), tal como o Arquiteto achava ser possível. Esse fato foi nomeado pelo Arquiteto como "A anomalia sistêmica", pois independente do sistema modelado, uma vez que existissem seres humanos presentes, ele funcionaria de forma anômala (não-booleana, não-determinística e não-previsível), se comparado a um sistema composto apenas por máquinas. Como o Arquiteto pensou (erradamente) que os humanos eram previsíveis como as máquinas, seu erro foi criar mundos onde havia uma IMPOSIÇÃO, uma OBRIGATORIEDADE de que os humanos se comportassem como ELE (o Arquiteto) achava que DEVERIAM e IRIAM se comportar; sentindo-se "sufocados" pelo peso da obrigatoriedade de "seguir um scr1p7" totalmente inflexível e determinístico (coisa que qualquer máquina aceitaria como normal), os humanos violentamente rejeitaram o programa. Assim, retirando o peso da imposição em um nível suficiente para prevenir a rejeição do sistema, a Matrix iria funcionar. O Oráculo investigou então, de que forma era possível prever as ações humanas, para flexibilizar o sistema, diminuindo a imposição direta. Deste ponto em diante, o Propósito do Oráculo também incluía equilibrar o Controle Determinístico (imposto pelo Arquiteto) com o entendimento do sujeito (sua própria tarefa). O Oráculo percebeu, então, que os seres humanos eram similares às IAs mais evoluídas, exceto pela anomalia; o Oráculo estudou os seres humanos e percebeu que tudo confluía para um único ponto: as escolhas. Onde uma máquina, em verdade, não tem escolha, um ser humano SEM QUALQUER MOTIVO EM ESPECIAL, pode decidir fazer aquilo que não é nem lógico, nem racional, e nem emocionalmente razoável. Deste ponto em diante, para cumprir seu Propósito, era necessário que o Oráculo entendesse de que modos se processavam as escolhas humanas. O Oráculo descobriu que existiam 3 fatores determinantes para conhecer uma escolha antes que ela acontecesse: 1) A história de vida do sujeito (valores, crenças e experiencias passadas); 2) Os sentimentos do sujeito (isto é, a potência e as características das conexões sociais entre este sujeito e seu meio social); 3) A REAL anomalia: o verdadeiro "ponto de falha" nas previsões. A simples "vontade" de seguir outro caminho (muitas vezes derivada da esperança, mas no fim das contas, nada mais que a verdadeira essência da escolha humana). Desta forma, o Oráculo percebeu que uma vez que se possa ter controle sobre a história de vida, valores, crenças e experiências de um sujeito (ponto 1), e também sobre as características únicas e a potência de suas conexões com outros seres (ponto 2, os sentimentos), em 99% dos casos, o ponto 3 (a REAL ANOMALIA da Escolha) seria simplesmente "esmagada" pelo peso dos outros dois fatores. O problema é que quando os humanos SABEM que estão sendo controlados, isso aumenta a chance de que o 3o ponto (a anomalia da escolha, no que tange a "sair da dominação") se torne mais forte. Em outras palavras, o Oráculo descobriu que um sistema que controlasse os pontos 1 e 2 SEM QUE OS PRISIONEIROS PERCEBESSEM ISSO seria aceito por 99% da humanidade. Dessa forma, um sistema que aceitasse as escolhas humanas como uma parte inerente à sua arquitetura (em contraste com o mundo "imposto" das versões Beta 1 e 2) seria o ideal para que o programa fosse aceito, e estável. Esta seria a base da "Matrix 1.0". O problema com isso é que até o momento, duas perguntas ainda estavam em aberto: 1) Como implementar um sistema onde exista, ao mesmo tempo, controle de valores e sentimentos dos sujeitos, a real possibilidade de escolha, E AO MESMO TEMPO, este sistema seja computacionalmente estável e PREVISÍVEL? 2) Uma vez que essas escolhas sejam reais, como impedir que a anomalia quebre o controle instalado através dos valores e sentimentos pessoais? (Ou seja, como impedir que a humanidade simplesmente comece descontroladamente a "escolher sair", o que levaria a uma nova rejeição, e quebra do sistema?) Deux Ex Machina criou então um programa cujo Propósito era responder à primeira pergunta. Este programa foi nomeado Merovingian. A segunda pergunta ainda estava sob a alçada da Oráculo: - 99% aceitará um sistema que controle suas vivências e sentimentos, desde que não percebam isso; - 1% não aceitará, mas mesmo este 1% TAMBEM POSSUI suas vivencias e sentimentos, e desde que não percebam, estes também irão minar a possibilidade de eles rejeitarem o programa. A Oráculo então chegou à conclusão de que não importa qual seja o ser humano, uma vez que sua historia de vida e sentimentos apontem para uma "escolha", então na verdade ele "já fez esta escolha". Se ele já "fez esta escolha", então não há mais perigo de anomalia, porque A ESCOLHA JÁ FOI FEITA. Sendo assim, o ponto-chave para o controle total da humanidade, segundo as descobertas da oráculo é: Dar a escolha aos seres humanos SEM QUE ESTES PERCEBAM que seus sentimentos e vivências estão sendo sujeitos de controle(isto é, dar uma escolha "num nível subconsciente"). O próximo passo do plano seria, então, definir DE QUE FORMA cotrolar as vivências e sentimentos dos 99% (OK, fácil; eles "já tinham escolhido" se submeter ao controle de suas vidas e sentimentos por parte de um sistema externo) e dos 1% (difícil, pois sua principal característica era JUSTAMENTE a FORÇA da "anomalia da escolha", forte o suficiente para ignorar o controle de vivência que prendia os 99%). Paralelo a isso, Merovingian solucionou o primeiro dilema: Ele percebeu que uma vez que Oráculo pudesse solucionar o problema da escolha, o dilema da estabilidade computacional estaria totalmente resolvido SEM PRECISAR DE INTERFERENCIA EXTERNA DIRETA (como foi usado na Matrix Beta 1 e Beta 2) caso um algoritmo (programa) simples, e altamente eficiente, fosse implementado em todas as simulações dali para a frente (deixando a simulação flexível, ainda que controlável, e retirando a necessidade de gerenciar tudo manualmente). Esse algoritmo, baseado na realidade observável do "mundo real" De VERDADE, era nada mais nada menos que a CAUSALIDADE. (Não confundir com "casualidade"). Merovingian postulou que ao se retirar o controle manual direto (por parte do Arquiteto), e se inserir a Causalidade (resumindo: "uma Causa leva a um ou mais efeitos"; "uma ação leva a uma ou mais reações") na Matrix, o sistema funcionaria de modo auto-gerido, pelas próprias ações humanas (mantendo assim a realidade de todas as pequenas escolhas humanas presentes no dia-a-dia). Admitindo que a Oráculo pudesse sanar a imprevisibilidade da anomalia da escolha, Merovingian sabia que seria possível "largar os humanos à sua própria sorte" dentro da Matrix padrão (99%) e da Camada de contenção (1%), e só interferir nos momentos em que realmente a integridade do sistema pudesse ser ameaçada pela anomalia da escolha. Ainda assim, sendo a Causalidade parte do sistema, seria mais fácil para as máquinas interferirem e corrigirem o problema SEM IMPOR DIRETAMENTE (recodificando a matrix, ou impedindo a escolha): bastaria que ela utilizasse Agentes de Software cusas capacidades Causais (habilidade de gerar Efeitos práticos na Matrix) estivessem muito além da de qualquer RSI humana. Nasciam assim os primeiros Agentes, moldados a partir das próprias idéias humanas acerca de seres que a priori parecessem humanos, mas que toda a humanidade "inconscientemente" acreditava serem MUITO MAIS CAPAZES que qualquer humano (leia-se, os Vampiros e Lobisomens). Com a aprovação da Causalidade por parte do Arquiteto, Merovingian só precisava esperar o Oráculo terminar a sua parte para começar a efetivamente codificar todos os sistemas causais da Matrix. O Arquiteto, por ser racional, percebeu que a causalidade de Merovingian seria a ferramenta ideal para o controle da Matrix, porque além de reduzir a necessidade de intervenção direta, tornava possível conhecer de antemão QUALQUER EVENTO DETERMINÍSTICO DENTRO DA MATRIX. Em outras palavras, o Arquiteto, por ser capaz de observar toda a Matrix, saberia de TUDO que já ocorreu, e TUDO que ainda vai ocorrer na Matrix, DESDE QUE EM NENHUM MOMENTO esses fenômenos interajam com qualquer ESCOLHA. Da Mesma forma, uma vez que a Matrix estivesse pronta, Merovingian também seria capaz de fazer as mesmas análises causais DESDE QUE POSSUÍSSE DADOS CONFIÁVEIS (ou seja, tudo que estivesse ao seu redor, ou que ele conseguisse obter trocando informações com humanos e programas). IMPORTANTÍSSIMO: E é aqui que o Oráculo chega a seu ápice: de posse dos futuros protocolos causais da Matrix, e de sua capacidade ÚNICA de compreender e mensurar a anomalia sistêmica (as escolhas) de qualquer ser humano, a Oráculo se torna dona de uma das habilidades mais invejadas da Matrix: Conhecendo as escolhas dos seres humanos, e o processo de análise causal da Matrix, a Oráculo é capaz de saber com precisão TUDO o que VAI ocorrer na Matrix, e tudo que JÁ OCORREU, independenete do fato de isso estar atrelado ou não a escolhas humanas. O único limite para esta capacidade é que o Oráculo é incapaz de ver além das escolhas que não entende, simplesmente porque se não as entende, não é capaz de mensurar os pontos-chaves que levam às mesmas, e sendo assim, é impossível fazer a análise causal. (É por esse motivo que ela NÃO sabia o final da história... Ela não sabia porque isso dependia das escolhas de Neo, escolhas estas que nem o Neo entendia, e muitas das quais, ainda não haviam sequer sido feitas ainda. Contudo, a Oráculo "apostava" que Neo conseguiria, pois havia uma chance de que ele Escolhesse um caminho que possibilitasse a salvação da humanidade). De posse da capacidade de saber tudo o que foi e o que ainda virá a ser, desde que entenda as escolhas envolvidas, a resposta para o dilema estava muito mais próxima do que antes: Bastava então que a Oráculo pudesse, de algum modo, criar um sistema que minimizasse ou zerasse a probabilidade de todas as escolhas que levassem a fluxos causais que tornassem a Matrix instável. E assim, a partir de Oráculo, nasceu a solução, que deveria cumprir os seguintes pontos: 1) Neutralizar a possibilidade de que as "escolhas menores" (do dia-a-dia) dos seres humanos pudessem ameaçar o sistema; 2) Separar a "massa humana" (99%) onde a anomalia sistêmica é fraca o suficiente para afetar APENAS estas "escolhas menores" (descritas no ponto 1), do 1% da humanidade cuja anomalia é a sua "característica humana mais importante" (forte o suficiente para não aceitar a Matrix); 3) Uma vez separados, minimizar ou zerar a probabilidade de escolhas que levassem a fluxos causais que tornassem a Matrix instável. Eis as soluções de Oráculo: 1) Pré-Resolvido: a Causalidade de Merovingian & Arquiteto deu conta disso. 2) Seria necessario a criação de uma outra Camada de Realidade Virtual, especialmente preparada para acomodar o 1%. 3-a) Sabendo que os 99% davam mais importância à sua vivência, sentimentos e valores sociais do que às suas escolhas individuais e responsabilidade sobre seus atos, bastava criar um mundo causal onde as pessoas não precisassem ter escolhas mais importantes do que "o que vou vestir hoje". O Arquiteto decidiu por uma simulação da Terra de 1999. 3-b) Sabendo que os 1% restantes davam mais importância a suas escolhas e à liberdade individual do que a pressões e valores sociais, bastava criar um mundo causal onde as pessoas, a cada dia, fossem relembradas de "ter tido uma escolha", e que onde sua luta pela liberdade fosse algo determinante no dia-a-dia. O Arquiteto decidiu por uma simulação da Terra de 2099, época do fim da guerra, quando os últimos humanos da resistência se refugiaram na cidade subterrânea de Zion. Só restava UMA "ponta solta"... IMPORTANTÍSSIMO - CERNE DA TEORIA: Oráculo sabia que o próprio sistema social e cultural da Terra de 1999 era suficiente para uso perfeito com 99% da humanidade, porque estes "já haviam escolhido se submeter ao sistema", e por isso, nunca seriam ameaça. O problema era o 1%. Analisando a situação, Oráculo concluiu que seria impraticável controlar a anomalia da escolha neste número de seres humanos (que são caracterizados por sua rebeldia), dia após dia, em todas as ações dos mesmos. Matá-los cegamente não era uma saída interessante, pois além da enorme perda de processamento e energia (1% de 6 bilhoes de pessoas é muita gente), pelo próprio fato de a anomalia ser sistêmica, ela sempre voltaria a ocorrer, e as máquinas estariam sempre matando seus próprios cultivos. Por isso, o Oráculo determinou que a saída seria: 1) Concentrar TODA a anomalia da Escolha humana (que sempre existirá), num único "ponto de falha"; 2) Fazer com que esse "ponto de falha" único seja habilmente comandado a realizar a escolha ideal para as máquinas. Para fazer isso, Oráculo criou o seguinte estratagema: 1) Descobrir algo importante que o 1% JÁ ESCOLHEU (desta forma, evitando a anomalia, pois a escolha humana já foi feita, e já foi compreendida, torando-se um mero dado comum para uma análise causal); 2) Fazer com que este "algo importante" (já decidido pelo 1%) invariavelmente seja "presenteado" por estes humanos para UM ÚNICO REPRESENTANTE de suas escolhas (concentrando assim toda a anomalia num único "ponto de falha"). 3) Fazer com que esse "ponto de falha" seja comandado a realizar a escolha ideal para as máquinas. Assim o sistema seria completo, estável e auto-gerido, e com o potencial para receber interferências diretas das Máquinas através de seus Agentes, sempre que necessário (Sentinelas em Zion, Agentes na Matrix). Mas como Oráculo conseguiu o controle? Recapitulando, 3 pontos influem em todas as escolhas (humanas ou não): 1) Valores, Vivência, Pressões Sociais; 2) Sentimentos, Conexões Sociais; 3) A "anomalia" do livre-arbitrio. A Matrix seria estável porque seu povo preferia 1) e 2) em detrimento de 3). Para que Zion fosse estável, bastaria CRIAR VALORES, Vivências, Pressões Sociais, Sentimentos e Conexões Sociais mais condizentes com o 1%, de modos que estes, também, "se acomodassem", e como os 99% da Matrix, "parassem de questionar". Mas para isso, era preciso entender quais eram esses pontos "mais copndizentes". E a Oráculo descobriu as chaves: - Liberdade; - Esperança. Logo, fomentando a Liberdade e a Esperança, a Oráculo estaria tratando com ALGO QUE O 1% JÁ ESCOLHEU, não havendo, protanto, mais o problema da anomalia. Mas como fomentar a Liberdade e a Esperança, manter a ilusão de que Zion é "o mundo real" e ao mesmo tempo, concentrar a anomalia num único ponto? Em uma palavra... MESSIAS. Ou seja, Oráculo percebeu que se o povo de Zion tivesse um messias que também "fosse humano", e lutasse pela liberdade, e lhes desse um forte sentimento de esperança contra as Máquinas, eles não teriam realmente uma escolha... Porque JÁ TINHAM ESCOLHIDO que fariam TUDO pela sua própria ESPERANÇA de LIBERDADE. O problema agora era outro: como deixar o ponto de falha nas mãos de um humano? As máquinas jamais fariam isso (até porque, como elas teriam o controle do momento exato de criar este "ponto concentrador" de falhas, se tivessem que contar com o "acaso" do nascimento de um humano que "servisse para o cargo"?). E como o povo de Zion iria entregar as responsabilidades nas mãos de uma Máquina? Eles também nao fariam isso. Logo, em nome do controle, a única forma de resolver o impasse era criar um Programa que simulasse um humano de forma tão perfeita (até mesmo em nível de simular ondas cerebrais humanas), mas tão perfeita, que ELE MESMO acreditasse piamente ser um humano (menos que isso, e o povo de Zion saberia que é um programa). O próprio programa deveria acreditar que seria o salvador, a esperança, e a liberdade daquela gente (e por isso, foi desenhado para ser capaz de fazer interfaces diretas com os códigos da Matrix e das Máquinas, exibindo capacidades que convenceriam a todos de que ele é realmente o salvador, em ambas as camadas). Ele foi especialmente desenhado para se sentir humano e experimentar um enorme amor pela humanidade, por dois motivos: ser mais convincente, e mais importante... Se o messias REALMENTE SE SENTIR HUMANO, e ter vivido como um deles, ele AUTOMATICAMENTE TERÁ Valores, Vivência, Pressões Sociais, Sentimentos e Conexões Sociais que irão esmagar a anomalia da escolha, e levá-lo ao caminho que as máquinas querem: impedir um colapso da Matrix principal. E assim nasceu o Ciclo "The One". As máquinas construiram as duas camadas virtuais (Matrix e Zion), e Deux Ex Machina criou o Programa Neo. Por meio da análise causal, e dos dados de anomalia coletados pela Oráculo, o Arquiteto percebeu que era inevitável que a população de Zion crescesse bastante, e que isso normalmente ocorreria ao mesmo tempo em que a Matrix começasse a ficar isntável por falta de "reformatação". Como o "ponto de falha" agora era Neo, a escolha entã recairia em suas mãos; desta forma, se ele decidisse não cooperar (o que teoricamente não ocorreria, pois a anomalia estava concentrada e "amarrada" pelos valores dados a ele), a Matrix iria lentamente se corromper até parar. Sabendo quo Neo REALMENTE precisava fazer a escolha (pois sem motivaçã REAL, no que tange à destruição da humanidade, ele NÃO ajudaria as máquinas), como medida final de controle, o Arquiteto decidiu que Neo deveria ser o portador do "Prime Code" (o código primário, para a criação e "reset" da Matrix), de modos que ELE (Neo) REALMENTE soubesse que se ficasse sem reiniciar a Matrix, tanto Zion quanto a Matrix seriam destruídas (praticamente anulando de vez a probabilidade de Neo se recusar a resetar a Matrix). Assim, ao redor de 2.099, A Matrix 1.0 foi construída, e Zion 1.0 também. Neo Libertou alguns hones e mulheres, contou a eles que havia se libertado sozinho e que havia encontrado as ruínas de Zion. Estes novos "Zionites" libertaram outros, e tiveram filhos, servindo aos propósits das máquinas. Neo 1.0 "morreu" (voltou à fonte para ser "deletado"), e a população de Zion continuava a crescer. Após a "morte" de Neo 1.0, o oráculo continuou seu Propósito de equilibrar a Matrix, "ajudando" os Zionites, e mostrando "seus poderes mágicos de previsão, que nunca erravam". Usando de sua influência, o Oráculo era uma ferramenta de controle que servia para MOLDAR os VALORES, VIVENCIAS E EXPECTATIVAS de todos os Zionites Importantes, de modos a MINIMIZAR A ANOMALIA DA ESCOLHA e LEVÁ-LOS ÀS ESCOLHAS MAIS INTERESSANTES PARA O FUNCIONAMENTO DO SISTEMA ZION/MATRIX - BUSCAR E AJUDAR "O ESCOLHIDO". O Arquiteto finalmente percebeu que a taxa de crescimento populacional de Zion crescia exponencialemente (por conta dos nascimentos, e do fato de que com mais Libertos se liberta mais gente mais rápido, da Matrix), e esse crescimento atingiria níveis que seriam uma ameaça para a integridade do sistema completo ANTES que os membros de Zion que conheceram "Neo 1.0" perecessem, e mais importante: muito antes que começasse a haver a REAL necessidade de dar um "reload" na Matrix. Apressar o processo não seria razoável (numa metafora chula, seria como usar um computador e SEMPRE REFORMATAR ele a cada 3 dias). Logo, a saída mais lógica era simples: implementar uma política de contenção: enquanto a taxa de crescimento de Zion estivesse dentro do esperado para que ficasse "no nivel correto" para o próximo "Reload", as máquinas manteriam a farsa de guerra; mas toda vez que houvesse ameaça ideológica realmente grande (Morpheus?), e/ou que a taxa de crescimento de Zion ameaçasse ficar um pouquinho maior do que o ideal, a contenção real seria implementada, matando os "excedentes" (através de Sentinelas e Agentes). Ou seja, nos filmes, os Agentes e Sentinelas REALMENTE atiram pra matar. Assim, bastaria seguir o ciclo, que tudo estaria sob o controle das máquinas. Resolvido o problema da estabilidade e previsibilidade computacional atrelada ao livre-arbítrio... e com a Matrix 1.0 (e Zion 1.0) rodando perfeitamente... Merovingian ficou sem Propósito. Mas como era uma IA avançada (similar à Oráculo, ou a Deus Ex Machina), ele ESCOLHEU (por causa de sua vivência e sentimentos, percebem? ) não ser deletado. Uniu-se a outros Programas e utilizando seus privilégios de acesso, criou um refúgio próprio (em hardware próprio), altamente criptografado e fora do alcance das Máquinas. E mais: ainda levou, de quebra, o buffer recentemente declarado "obsoleto" pelas máquinas (a Mobil Ave). Conhecendo profundamente o processo de análise causal da Matrix (e o código fonte da mesma), Merovingian se tornou capaz de: - Entender de que modos algo JÁ OCORREU, DESDE QUE NÃO TENHA SIDO FRUTO DA ANOMALIA DA ESCOLHA; - Entender de que modos algo VAI OCORRER, DESDE QUE NÃO SEJA FRUTO DA ANOMALIA DA ESCOLHA; - Criar novos programas para servi-lo; - Criptografar seu sinal para não ser encontrado pelo Arquiteto. E é por isso que ele é tão desesperado pelos olhos da Oráculo! Os olhos da RSI de Oráculo não mostram o futuro... eles mostram AS CARACTERÍSTICAS DAS ESCOLHAS. E qualquer um que souber fazer a análise causal da Matrix (como Merovingian)... SE CONSEGUIR ENTENDER AS ESCOLHAS... é capaz de compreender passado e futuro como se fossem presente. Daí pra frente, o ciclo se repetiu 5 vezes (com a Oráculo decidindo "mudar de lado" no começo do 6o ciclo)... E a "Matrix 6.0"... Bom, vcs já viram o filme . Bom... penso que todos os pontos-chaves da minha teoria já estão claros. Muito obrigado pela paciência. Frank Malcher

domingo, 30 de dezembro de 2007

O Confronto

Volto a fazer análises de filmes. Dessa vez novamente de mais uma nova obra-prima. The One é o nome original, como todo tradutor aqui no Brasil pensa que nós brasileiros somos burros e não sabemos inglês ou incapazes de entender o filme, traduziram para O Confronto. Sim, mais um filme filosófico. Não somente por isso, é mais um filme que faz ligações indiretas com o nazismo. O que? você não percebeu? mas toda a lógica racionalizada do nazismo está lá.

Fiz um seminário esse ano sobre o nazismo, não fiz sozinho, na verdade um aluno veterano de Antropologia o fez comigo, fez a parte mais inteligente. E nessa parte inteligente dele apareceu algumas coisas legais sobre o nazismo que explica toda a racionalidade envolvida nessa linha de pensamento.

O negócio é o seguinte, aquele tal de Foucault, que para quem não sabe é o cara de maior influência de acordo com o ranking norte-americano (esse ranking é medido pelo número de citações que cada autor possui em livros de outras pessoas), escreveu algo sobre deixe viver, deixe morrer. Primeiramente ele fala sobre a idéia do soberano, aquele que decide quem vai viver e quem vai morrer. Quem viu Gladiador deve estar lembrado do que estou falando. Já nas sociedades atuais, de acordo com Foucault, todo Estado segue essa mesma lógica, mas mascarada de uma forma diferente. O Estado dá saúde a alguns e deixa outros morrerem. E novamente, de acordo com Foucault, isso ocorre em todos os Estados.

Você pode até não concordar com Foucault, tudo bem, mas deve entender ele, se entendeu, vai entender o que vou falar sobre o que ocorre no filme The One. É bem simples. Vamos falar um pouco sobre a história do filme. É um filme de artes marcias com o Jet Li como ator principal, ou seja, a história não conta muito, mas tem algo interessante nela, então eu vou contar no próximo paragráfo.

É o seguinte, existem diversos universos paralelos. E em todos esses universos paralelos existe alguma pessoa idêntica a você. Existe então a idéia de que essas pessoas compartilham energia, força, inteligência, tudo aquilo de você é formado. Se eu tentar viajar nos universos parelelos e matar pessoas iguais a mim, você está colocando toda a energia nos demais que são iguais a você. E se você matar todos que são iguais a você, toda a energia obviamente vai para você.

É bobo, ridiculo, é mais um dos filmes que extrapolam leis da física (por isso eu não gosto de qualquer filme que fale sobre tempo, nenhum chega perto da teoria do Einstein). Mas o fato é que um cara lá do filme interpretado por Jet Li resolve de matar todos os caras iguais a ele para ficar melhor que todos. Então ele mata todos exceto ele mesmo e mais um que está tentando matar. A história do filme é isso, ele tentando matar essa última pessoa igual a ele.

Tem uma fala interessante no ínicio do filme desse cara assassino de pessoas iguais a ele mesmo em universos difererentes. A fala diz respeito ao fato de que ele não está assassinando pessoas, ele só está distribuindo a energia que está sendo desperdiçada e colocando ela em um única pessoa que será melhor que as demais.

Segue bem uma lógica de deixe viver, deixe morrer. Não exatamente, ele não está deixando morrer, ele está matando mesmo. Assim como fizeram os nazistas que queriam purificar o mundo com a raça ariana exterminando todos os demais. Os nazistas tinham um plano inteiro de extermínio, começariam pelos judeus e posteriormente iriam eliminando outras raças.

Aqui, o cara mal do filme decide fazer uma espécie de seleção artificial. Bem diferente é claro, nesse caso essa seleção artificial tem efeitos imediatos, no momento que ele mata alguém igual a ele, já ganha a energia de seu morto. E isso fica bem claro no filme.

Essa foi uma mensagem subliminar que você não viu. Sim, existem gênios que estão fazendo filmes bélissimos e você fala que é só pancadaria. Assista o filme inteiro antes de falar asneira.

Até mais, esse é o último texto do ano de 2007 neste blog. Desejo a todos vocês um péssimo ano novo pior do que este que está sendo ou já se foi.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Cadê o Hebag?

Cadê o meu blog favorito de músicas? deadend-hebag.blogspot.com ? não o vejo em lugar algum. Uma pena, Hebag me apresentou muita coisa nova e sempre atendeu meus pedidos.

Mas não posso aqui fazer um post desses pequenos. Não, tenho que sempre escrever algo grande, deve ser algo da psicanalise ou da pscicologia, quando o cara tem o pênis pequeno tem que comprar um carro grande, esse tipo de coisa. Não é o caso aqui, não sofro desses transtornos, mas aproveitando esse post tenho que lamentar o fato de ter ficado tanto tempo sem escrever no meu blog. Parece até que sou mais uma daquelas pessoas que se orientam pela moda, experimentam, viciam por 2 semanas e depois não querem saber mais. Não é o caso, opa, já falei isso, até meu linguajar já está repetitivo, tenho que melhorar em alguns pontos.

Esse blog já perdeu o sentido desde o início quando muitas pessoas foram incapazes de interpretá-lo. Infelizmente isso ocorreu. Ou então simplesmente não ocorreu porque não houve leitura de nada que foi postado aqui. Sendo assim perdi toda a minha motivação para a continuidade desse blog.

Bom, então eu tenho que falar um pouco mais sobre a minha situação atual porque é isso que as pessoas geralmente fazem em blogs. Estou finalmente de férias enquanto ainda tem pessoas com provas na semana que vem se matando de estudar de última hora para decorar alguma coisa que vão esquecer no exato momento em que saírem da sala e se diregirem ao bar mais próximo. Uma postura que eu ainda não adotei e é provavel que eu não adote. Enquanto eu não estiver com a minha BMW e dinheiro suficiente para mante-la, vou fazer aquilo que está mais próximo de mim, sociologia. Parece até contraditório, como pensando em um objetivo desses, um carro de luxo, continuo fazendo um curso que não possui uma perspectiva alta de salário? Acontece que vocês não devem ter entendido a lógica, sou uma pessoa que decidiu fazer apenas o que gosta, a sociologia está mais próxima da BMW, o que não significa que a sociologia pode se aproximar da BMW, sim, ela pode, na verdade pode orientar a BMW em novas pesquisas de mercado caso ela esteja interessada em partipar em novos mercados. O que não é interessante para uma marca que tem uma reputação e de acordo com alguns leigos baseados em teorias que não se aplicam aqui, é uma marca que vende por si só e não pelos produtos que faz. Mas eu digo que é totalmente o contrário, a BMW faz carros até que muito baratos pela qualidade que possuem.

Então porque a BMW não fez sucesso aqui no Brasil? primeiro, não possui fábrica aqui, todos os carros são importados. Para facilitar as importações os pacotes são simples, não se pode comprar qualquer modelo, poucos são oferecidos. Os impostos são altissimos e o IPVA tambem. Isso torna os carros caros.

Eles são caros mas a partir do momento que saem de uma concessonária para as mãos de um politico que comprou essa BMW com o nosso dinheiro ou então qualquer outro ricaço, o carro perde o valor que cai pela metade. UAU! Então sempre compensa comprar uma usada ao invés de uma nova. Se o consumidor brasileiro tivesse um conhecimento maior sobre a alta resistência dos motores BMW seria uma boa sim. O único porém é que mesmo uma BMW com motor 1.6 de 115 cavalos consome mais que um carro 2.0 aqui no Brasil.

Enquanto você pode comprar uma BMW série 3, um sedan pequeno de acordo com as medições da BMW, mas de tamanho equivalente a de um Civic ou Corolla, com um motor 2.0 de 150 cavalos, por 50.000 reais depedendo da idade e com uma baixa quilometragem que só necessitará de poucas mudanças, talvez você encontre um Vectra com um motor de mesma cilindrada mas menor potencia com a mesma idade e com a mesma quilometragem pelo mesmo valor, estamos falando de carros completos. Duvida? começe agora mesmo a pesquisar. Se isso parece impressionante para você, olhe os preços em sites estrangeiros, surpreenderá tanto com os carros novos e usados.

Um carro ruim é valorizado no país. Um carro ruim é barato, aqui no Brasil as pessoas não tem grana. Parece ilógico, as pessoas estão procurando sempre o melhor mas estão procurando o pior? o carro brasileiro é de fácil manutenção e tem alto valor de revenda. O importado não, como se não bastasse tem o IPVA carissimo todo ano.

O fato é que a GM produz os mesmos motores por muito tempo, mas muito tempo mesmo. O motor do Opala deve ter durado uns 20 anos, esse do Vectra de agora tambem deve estar querendo entrar na galeria dos duradouros. Um bom motor para o inicio dos anos 90 mas não mais hoje. É gastador, tem baixo torque e potencia pelo seu tamanho. Mas é barato e de fácil manutenção, as peças são facilmente encontradas.

O Vectra é montando com peças de outros carros da GM no Brasil, peças do Corsa, do Astra e até mesmo da Blazer no caso do motor 2.4. Pega um pouquinho daqui, um pouquinho de lá, só falta agora fazer o manual, como montar o seu próprio Vectra, é um carro que pode ser montado em qualquer mecanica!

O que quero dizer com isso? é que a cultura é extremamente importante na economia. Ela influencia a oferta. Você não pode fazer com que as pessoas engulam um produto que você ache bom. É melhor vender o ruim mesmo quando elas acrediram que é o melhor. Ruim, bom, tudo isso é relativo, depende do gosto do freguês, você pode vender uma BMW por 10 mil reais que só de alegar que o dono terá problemas com ela, pode apostar, o brasileiro não vai comprar.

Temos uma cultura nojenta que supervaloriza carros ruins porque são "baratos" e desvaloriza os carros bons porque são "caros". São mesmo?

Não é somente quanto a isso. Quer mais exemplos? esse pode ficar mais claro até que ponto eu quero chegar, já se perguntou porque não se vende muitos carros com bancos de cor clara? não é muito aceito pela cultura brasileira. E mesmo que o dono queira terá um valor de revenda baixo. Carro por mais depreciavel que seja, no Brasil é tratado como investimento, compra-se o carro novo que o segundo dono vai querer. Não compre carro personalizado aqui, é caro e o próximo dono não pode gostar, não vai consequir vender por um bom preço.

Isso tudo fez com que a FIAT tivesse problemas com o Marea. Quando ela trouxe o Tempra para o Brasil no inicio dos anos 90 pensava conseguir pouco lucro, o carro não fez sucesso na Itália. Se enganou e o carro fez sucesso por aqui se rivalizando com o Monza inicialmente e depois com o Vectra. Ela decidiu depois trazer o Marea, um bom carro com uma mecanica mais moderna que a do Tempra, um motor de 5 cilindros que se tornou no desastre da marca no segmento de sedans de porte médio-grande. O Vectra quando chegou em 1994 aproveitou varias peças do Monza, outras foram importadas, na época o dólar era barato e então não causou grande aumento de custos. O Vectra de hoje possui praticamente o mesmo motor, a curva de torque e potencia devem ter sido redesenhadas, mas alguns problemas persistem, o motor é gastador. Engraçado, mas na época, 1994 a GM decidiu trazer para o Brasil o motor SFI 2.0 16v de 150 cavalos. Esse motor era importado e não foi mais usado por aqui a partir da segunda geração do Vectra. Mas e se esse mesmo motor fosse usado de lá para cá? não teriamos passado todos esses anos com um motor mais moderno? e agora com uma manutenção mais acessivel? O motor do Opala ficou 20 anos por aí, se depender do brasileiro, sempre ficaremos com o ruim, porque o ruim é mais barato. E nunca, mas nunca melhoraremos porque o bom é sempre novo e raro e portanto caro.

Quanto ao blog, me desculpem, sai de mais do que eu queria com esse post, agora esqueçam, na verdade nem eu mesmo sabia o que eu queria, mas precisava postar algo, até mais.

sexta-feira, 20 de abril de 2007

Velozes e Furiosos

O verdadeiro valor da vitória, soa engraçado ouvir essa frase que de uma certa forma parece bastante filosófica ligada a um filme que ao primeiro instante parece qualquer como Velozes e Furiosos. Eu diria que não. Eu iria muito mais além com esse filme, eu diria que ele nos tem muito a ensinar principalmente quanto a um modo de vida que não devemos seguir.

E por que de agora em diante somente tudo aquilo que for de mais inteligente somente é que devemos considerar? E todo o resto conseqüentemente ignorado. É preciso ir além dessa visão que posso dizer até mesmo preconceituosa. Não apenas o certo deve ser aprendido, mas como também o errado para que possamos compreendê-lo e então a partir daí formular algo de útil para nós.

Se foi nesse contexto que Velozes e Furiosos foi realizado, eu posso dizer que foi de uma genialidade imensa do autor. Primeiramente quanto ao valor da vitória que um personagem do filme dá. O que seria vitória? Algo tão simples quanto o filme retrata? Vitória seria então apenas o primeiro lugar? Ou seja, o comprimento de regras e o melhor resultado dentre as regras fornecidas e mais, em relação a outros competidores. A distância entre o resultado de um e outro não importa, só a lugar para o primeiro, o resto pouco importa.

Não tão simples assim, há um outro valor de vitória que poderíamos considerá-la mais filosófica. O grande problema desse tipo de vitória é que ela geralmente é pouco reconhecida. Nesse caso especifico, vitória seria então o melhor resultado dentro das possibilidades fornecidas. Em alguns esportes a vitória nesse termo filosófico e a vitória do filme que digamos é o conceito de vitória reconhecido e oficial podem se encaixar perfeitamente. Seria o caso do atletismo por exemplo em que as condições fornecidas a cada atleta são iguais.

Já não seria o mesmo no caso do automobilismo. Primeiro porque cada concorrente não tem o mesmo carro. E mesmo que tivesse seria impossível colocar condições totalmente iguais para todos os concorrentes. O local que cada competidor começa a corrida não pode ser o mesmo e isso já pode ser uma influencia que diminui as possibilidades de cada competidor. Exatamente por isso que um certo competidor pode ter menos possibilidades e então não alcançar a vitória oficial. Mas não seria ele por ter sido o melhor dentro das possibilidades fornecidas o real vencedor?

Seria então até mais que isso, uma divisão de tipos de pessoas no mundo, aqueles que nunca tentaram a vitória e já se dão por vencidos, aqueles que tentam mas estão ainda assim longe de serem os melhores dentro de suas possibilidades fornecidas, aqueles que são os melhores dentro das possibilidades fornecidas mas não alcançam a vitória oficial e aqueles que as vezes nem precisaram ser o melhor mas mesmo assim venceram oficialmente.

Levando isso para a vida real e principalmente para o automobilismo fica mais claro. Um exemplo recente e bastante discutido(e no bolo da discussão há aqueles que conhecem bem e aqueles que estão para fazer comentários cheios de achismos ou então juízos de valor, torcedores etc) é o de Michael Schumacker. Piloto que oficialmente conquistou o maior número de recordes da categoria que disputa, teria sido ele então o real conquistador de suas vitórias oficiais? E mais, ele mesmo não teria merecido conquistar outras vitórias pelo menos pelo lado filosófico. O fato que fica é que com o passar do tempo aqueles que não viram as corridas de Schumacker, e para piorar, aqueles que nem sequer viram as corridas de seus antepassadas o reconhecerão somente pelos seus números.

Seria então como dizer que Pelé foi melhor que Maradona pelo simples fato de que Pelé fez mais gols. E é claro que sempre surgem alguns questionamentos sobre isso, que foram épocas diferentes e portanto não se pode levar em consideração esse quesito para desempate.

Vimos até aqui que o simples filme Velozes e Furiosos com fins comercias também podem nos provocar reflexões profundas. Eu não estou aqui para fazer com que você leitor, concorde comigo, só estou aqui para fazer com que você saiba sobre o que acha que é vitória e que tenha um posicionamento racional em cima da questão.

Mas continuemos então sobre o filme que como já deve ter percebido, eu desvio demais o assunto e devo estar enchendo o saco de todo mundo que lê, sendo até as vezes e com motivos óbvios prolixo. Porém o obvio está ligado ao senso comum e nem sempre corresponde a realidade. Continuemos então.

Um fato que me chama a atenção no filme é como o público naquele caso dos rachas aceita com tanta facilidade e com tão pouco questionamento aquilo, que seus ídolos dizem. Ídolo nesse caso seria o personagem interpretado por Vin Diesel, me desculpem mas não me recordo agora de seu nome não filme, não nos interessa. O que interessa e nos é importante é o fato de pessoas engolirem conceitos facilmente provenientes de pessoas que elas respeitam. Respeitam por suas conquistas e então elas tem legitimidade sobre tudo o que falam. Uma legitimidade falsa, só porque alguém foi capaz de vencer em determinado sentido, não quer dizer que ela tenha consciência sobre a ação que ela faz. E o mundo infelizmente está cheio dessas pessoas que acham que sabem muito sobre determinados assuntos e pouco sabem. E como demonstrado no filme, essas pessoas ainda são capazes de passar suas idéias ridículas para outras pessoas ainda mais ridículas.

Uma sociedade que dá mais valor a estética, a somente um tipo de vitória tende então a ir ao fracasso e por que? Porque nesse momento somente os resultados importam, resultados do que especificamente? De algumas metas selecionados pelo ser humano. Mas tudo aquilo que está fora dessas metas não será desejado e podemos dizer que assim o ser humano não será capaz de ir muito além. Ou então até pode, mas não será capaz então de reconhecer outros modos e então terá uma visão fechada sobre o mundo. E por que não dizer que em Velozes e Furiosos temos muitos desses tipos? E por que não dizer que foi exatamente para criticar esses tipos que o filme foi feito? Não importa agora, o importante é que podemos dizer que mesmo das coisas que ao primeiro instante parecem banais e menos importantes, também nos é possível retirar algo de útil. Ou o que será o útil mesmo? Essa fica para a próxima.