Volto a fazer análises de filmes. Dessa vez novamente de mais uma nova obra-prima. The One é o nome original, como todo tradutor aqui no Brasil pensa que nós brasileiros somos burros e não sabemos inglês ou incapazes de entender o filme, traduziram para O Confronto. Sim, mais um filme filosófico. Não somente por isso, é mais um filme que faz ligações indiretas com o nazismo. O que? você não percebeu? mas toda a lógica racionalizada do nazismo está lá.
Fiz um seminário esse ano sobre o nazismo, não fiz sozinho, na verdade um aluno veterano de Antropologia o fez comigo, fez a parte mais inteligente. E nessa parte inteligente dele apareceu algumas coisas legais sobre o nazismo que explica toda a racionalidade envolvida nessa linha de pensamento.
O negócio é o seguinte, aquele tal de Foucault, que para quem não sabe é o cara de maior influência de acordo com o ranking norte-americano (esse ranking é medido pelo número de citações que cada autor possui em livros de outras pessoas), escreveu algo sobre deixe viver, deixe morrer. Primeiramente ele fala sobre a idéia do soberano, aquele que decide quem vai viver e quem vai morrer. Quem viu Gladiador deve estar lembrado do que estou falando. Já nas sociedades atuais, de acordo com Foucault, todo Estado segue essa mesma lógica, mas mascarada de uma forma diferente. O Estado dá saúde a alguns e deixa outros morrerem. E novamente, de acordo com Foucault, isso ocorre em todos os Estados.
Você pode até não concordar com Foucault, tudo bem, mas deve entender ele, se entendeu, vai entender o que vou falar sobre o que ocorre no filme The One. É bem simples. Vamos falar um pouco sobre a história do filme. É um filme de artes marcias com o Jet Li como ator principal, ou seja, a história não conta muito, mas tem algo interessante nela, então eu vou contar no próximo paragráfo.
É o seguinte, existem diversos universos paralelos. E em todos esses universos paralelos existe alguma pessoa idêntica a você. Existe então a idéia de que essas pessoas compartilham energia, força, inteligência, tudo aquilo de você é formado. Se eu tentar viajar nos universos parelelos e matar pessoas iguais a mim, você está colocando toda a energia nos demais que são iguais a você. E se você matar todos que são iguais a você, toda a energia obviamente vai para você.
É bobo, ridiculo, é mais um dos filmes que extrapolam leis da física (por isso eu não gosto de qualquer filme que fale sobre tempo, nenhum chega perto da teoria do Einstein). Mas o fato é que um cara lá do filme interpretado por Jet Li resolve de matar todos os caras iguais a ele para ficar melhor que todos. Então ele mata todos exceto ele mesmo e mais um que está tentando matar. A história do filme é isso, ele tentando matar essa última pessoa igual a ele.
Tem uma fala interessante no ínicio do filme desse cara assassino de pessoas iguais a ele mesmo em universos difererentes. A fala diz respeito ao fato de que ele não está assassinando pessoas, ele só está distribuindo a energia que está sendo desperdiçada e colocando ela em um única pessoa que será melhor que as demais.
Segue bem uma lógica de deixe viver, deixe morrer. Não exatamente, ele não está deixando morrer, ele está matando mesmo. Assim como fizeram os nazistas que queriam purificar o mundo com a raça ariana exterminando todos os demais. Os nazistas tinham um plano inteiro de extermínio, começariam pelos judeus e posteriormente iriam eliminando outras raças.
Aqui, o cara mal do filme decide fazer uma espécie de seleção artificial. Bem diferente é claro, nesse caso essa seleção artificial tem efeitos imediatos, no momento que ele mata alguém igual a ele, já ganha a energia de seu morto. E isso fica bem claro no filme.
Essa foi uma mensagem subliminar que você não viu. Sim, existem gênios que estão fazendo filmes bélissimos e você fala que é só pancadaria. Assista o filme inteiro antes de falar asneira.
Até mais, esse é o último texto do ano de 2007 neste blog. Desejo a todos vocês um péssimo ano novo pior do que este que está sendo ou já se foi.
domingo, 30 de dezembro de 2007
Assinar:
Postar comentários (Atom)
1 comentários:
Nunca li algo tão idiota na minha vida
Você é um péssimo escritor, Foucault de cu é rola, esquece essa bixa aidética de quem você tanto fala como se fosse o único que já leu e vai ler algo decente
Postar um comentário